Dicas para reconstruir seu negócio

Dicas para reconstruir seu negócio

Mesmo se fizer parte dos 35% dos empresários que não foram afetados pela pandemia, dificilmente seu negócio continuará operando da mesma forma como antes.


Pois, tudo ao seu redor já mudou e isso, certamente, impactará também sua atividade mais cedo ou mais tarde. Mas vamos focar na maioria das pequenas e médias empresas de produção, prestação de serviços ou do comércio que sofreram redução nas vendas.



Após um primeiro momento de susto, seguido por desespero, chegou a hora de focar naquilo que é preciso e possível fazer. Para isso, antes de tudo, é necessário ter calma. O mundo vai continuar, mas o “como” ainda não sabemos com a clareza desejável. Assim devemos antes olhar para dentro do nosso negócio para avaliar como podemos fazer parte ativa dessa “nova realidade”.

A primeira questão é definir por onde começar. Minha dica é pesquisar na internet artigos sobre “como se preparar para o período pós-crise”. Existem dezenas de matérias com 3, 5 ou até 10 sugestões sobre o assunto. Naturalmente, tudo depende do seu segmento, da sua localização e da tradição e do perfil atual do seu negócio.

Assim, apenas parte das soluções podem ser aplicadas. Porém, o simples fato de navegar nesse ambiente, inclusive em outra língua se for possível, facilita primeiro o afastamento emocional da realidade concreta e depois fazer um pouco de musculação mental ao construir vários cenários de transição. Quanto mais se exercita, maior a chance de encontrar um caminho que adapta sua atividade aos novos costumes de clientes, fornecedores e concorrentes.

Um bom começo seria analisar os balanços dos últimos cinco anos. Como evoluiu o faturamento? Os custos subiram acima ou abaixo da curva de vendas? Quantos e quais os produtos ou serviços que foram responsáveis por 80% das vendas? Como essas foram afetadas ao longo dos últimos seis meses? Todas igualmente? Quantos clientes costumava atender por dia ao longo do último ano? Qual foi a compra média? Quantos clientes conhece pessoalmente? De quantos possui um contato? Se sua atividade não faz parte dos serviços essenciais, conseguiu desenvolver uma plataforma virtual para atender clientes online?

Bom, poderíamos continuar com mais 30 ou 40 perguntas.
O que importa é parar um momento e fazer uma análise seguida por uma projeção financeira. Quanto é nosso custo fixo? Quanto temos de reserva em dinheiro ou aplicações ou bens que poderíamos vender para reativar nosso negócio principal? Em tempos de crise, o fluxo de caixa costuma ser o principal elemento para definir as perspectivas e limites das ações de adaptação.

Renegociar aluguéis, prazos de pagamento com fornecedores, retreinar o pessoal, inclusive ver se alguns querem, pelo menos temporariamente, fazer a entrega nas casas dos clientes e assim fortalecer os laços pessoais. Outra análise importante seria identificar aqueles produtos que nossos clientes podem, no futuro, comprar online e quais provavelmente continuarão a ser comprados na loja, pois dependem da assessoria do vendedor ou da preferência para provar vários exemplares ou opções antes de comprar. Devemos transformar a compra numa experiência!

Chegou a hora de envolver todos os que estão ligados direta ou indiretamente ao nosso negócio. Primeiro os familiares, para que eles compreendam a situação e as perspectivas, inclusive suas implicações sobre o orçamento familiar. Depois o diálogo com nosso pessoal. Vivemos na época da transição de empregado para colaborador.

Devemos explicar o novo ambiente, no qual cada pessoa ligada a lojas, restaurantes, oficinas ou escritórios passará a ser embaixador, ou se quiser co-empreendedor. Devemos proporcionar acesso a programas contínuos de aperfeiçoamento nos principais componentes em torno do nosso produto ou serviço.

Isso envolve a compreensão técnica e habilidade comercial, juntamente com um empenho genuíno em prol do objetivo comum da empresa. Essas serão características necessárias de todos os envolvidos em nosso negócio. Sempre existirá demanda, porém o comportamento dos clientes muda. Assim devemos tomar a frente dessas mudanças para manter nossa atividade ajustada a essa nova realidade mais competitiva.

 

 


Por Francisco Vila

Date

07 Outubro 2020

Tags

Colunistas, Francisco Vila

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