Respiração e vitalidade

Respiração e vitalidade

A respiração é para a prática do yoga o que o combustível é para um automóvel. E para estarmos vivos a nossa respiração também é nosso combustível, porém como é uma atividade autônoma do nosso organismo, acabamos na maior parte do tempo não dando o devido valor que esta função fisiológica tem para a nossa manutenção vital.



Ao nascermos, passamos por uma transição na forma de respirar - do cordão umbilical da nossa mãe para a utilização das nossas vias aéreas e pulmões. O sopro da vida se firma de forma independente a partir desta respiração, ainda que muito pequenos. Para nós, este primeiro momento é um trauma que fica registrado como nossas primeiras sensações nas memórias emocionais e celulares da vida fora do útero materno, pois é uma mudança profunda que acontece e continua dali pra frente até que deixemos de ter o alento fluindo em nosso corpo no momento da morte.

Nas próximas fases da vida, principalmente na infância e adolescência, diversas situações desafiadoras compõem nossa experiência de vida aqui na Terra. Assim como colecionamos momentos positivos, também vivemos momentos negativos que geram memórias profundas de traumas. Essas memórias fazem parte da construção do nosso corpo emocional, o qual responde as situações da vida conforme os padrões registrados.

No estudo da filosofia do yoga, aprendemos que as impressões mentais, em sânscrito chamadas de “samskaras”, criam tendências comportamentais, chamadas de “vasanas”. Na prática do Hatha Yoga, a parte física do yoga, a respiração precisa estar fluindo a todo o momento e, além disto, existem momentos onde são realizados exercícios respiratórios específicos para diversas necessidades e objetivos. Esta respiração consciente associada às posturas psicofísicas promove uma purificação das impressões mentais, diminuindo a nossa identificação com as memórias traumáticas e nos auxiliando na construção de uma nova postura mental e emocional diante dos acontecimentos, pois aprendemos a observar a identidade individual, nosso ego, e harmonizá-lo com a consciência superior presente em nós.

Na visão do yoga possuímos uma anatomia sutil composta por camadas, canais e centros energéticos e na medida em que realizamos a prática de yoga, levamos mais energia vital para o nosso corpo sutil. Já que em nossas narinas estão conectados importantes canais de recepção da energia vital, favorecendo o desbloqueio de emoções traumáticas e toxinas estagnadas interconectadas ao corpo físico, corpo sutil e corpo mental.

Podemos refletir que se cada um de nós armazenou memórias de acordo com as experiências vividas, logo cada pessoa terá uma reação única ao iniciar sua prática de Hatha Yoga. O que mais acontece é entrarmos em contato com essas memórias profundas que geralmente são traumáticas. E não porque o yoga criou essas memórias, mas sim porque torna possível acessá-las e purificá-las até alcançar um processo de cura integral – no corpo, na mente e na alma.

Neste sentido, a prática do yoga vai muito além de tornar e manter o corpo físico com vitalidade, alongado, forte e em boa postura. A prática contínua é um caminho de autoconhecimento que ao mesmo tempo fornece meios de cura profunda. Gradativamente vamos aumentando a nossa vitalidade e produzindo novas impressões mentais de qualidade positiva, ampliando a capacidade de escolhas mais conscientes e saudáveis, criando memórias emocionais harmoniosas.

Respirar é sentir. Busque e mantenha a vitalidade em todo o seu ser. Sinta a vida pulsando em você e respire profundo neste exato momento!

Namastê, Jê

Date

02 Mai 2020

Tags

Colunistas, Jesana Neves Eugênio

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