Entrevista: EILSON STUDART FILHO
Fundador da SIX WOWNESS CLUB
Primeira academia 6 estrelas do Brasil
“Eu acredito que nós estamos vivendo no wellness é o momento em que as marcas entendem que o papel delas é cuidar das pessoas não só na parte física, mas do conjunto.”

Em um mercado cada vez mais competitivo, onde inovação e experiência são determinantes, surgiu um novo conceito que alavancou o padrão do fitness no Brasil.
Idealizada por Eilson Studart Filho, a marca carrega em seu DNA a busca por excelência, sofisticação e resultado. Mais do que um espaço para cuidar do corpo, a SIX se posiciona como um ambiente onde saúde, wellness, performance e networking caminham juntos — criando uma experiência única para um público exigente e altamente conectado.
Com uma visão estratégica e olhar voltado para o futuro, Eilson apostou em um modelo que une tecnologia, personalização e relacionamento, consolidando a SIX como um verdadeiro hub de conexões e desenvolvimento pessoal e profissional.
Confira a entrevista!
A SIX chegou, surpreendeu e impactou com o conceito de academia 6 estrelas. O que, na prática, define esse padrão e como ele se diferencia do mercado tradicional?
Bem, o que diferenciou esse conceito, que a gente se auto intitulou de seis estrelas, é porque nós vamos no detalhe de tudo da academia. A academia foi concebida sem olhar como funcionavam as outras academias. Ela foi concebida pensando em bem-estar, hotelaria e em uma arquitetura de alto padrão, com acabamentos no mais alto nível. É uma academia toda projetada para ser construída em madeira, pedra, paisagismo natural, carpetes americanos e espelhos d’água. Depois disso, a gente entra com o serviço de hotelaria: concierge, garçons, bares, barmans, serviço de escovação e esmaltação de unha. Todos os equipamentos são da melhor linha que existe, hoje, no mercado, que é a tecnologia das academias atualmente, com um sistema integrado, o MyWell, onde você consegue acompanhar online, no detalhe, cada aluno. Além disso, todos os insumos estão inclusos na mensalidade: água com gás, água sem gás, águas aromatizadas, isotônicos, pré-treinos, pós-treinos, frutas, snacks e café da manhã para reunir a família aos finais de semana. Também temos valet, para gerar conforto na chegada. Então, a academia foi pensada para ser um ambiente onde as pessoas queiram ficar, permanecer por muito tempo, e não algo concebido para ser passageiro. É um ambiente claro, familiar.
De onde surgiu a visão de criar um ecossistema que vai além do fitness, integrando saúde, wellness, performance e networking?
A ideia surgiu de uma necessidade minha. Eu frequentava uma academia super tradicional e não tinha muita vontade de ir. Nada do que existia lá me atraía de verdade para fazer exercício ou frequentar aquele ambiente. Então, eu pagava e não ia. Ao mesmo tempo, eu precisava melhorar a minha saúde e a questão do meu peso. Foi aí que eu decidi pegar um imóvel meu que estava parado e construir uma academia do jeito que eu gostaria que fosse. Uma academia com muito conforto, onde eu pudesse cobrar um ticket maior e, com isso, selecionar as pessoas que estariam ao meu entorno. Uma academia que entregasse serviço compatível com o preço cobrado. Um espaço que não tivesse cara de academia, mas sim de um hotel de praia, que é um ambiente que eu gosto muito de frequentar quando estou de férias ou passando o final de semana com as minhas filhas. Então, a ideia surgiu daí: de uma necessidade pessoal de voltar a fazer exercícios, perder peso e criar uma academia na qual eu tivesse vontade de ir todos os dias e permanecer por muito tempo lá dentro.
Quais foram os maiores desafios para transformar esse conceito premium em realidade no Brasil?
Vamos lá! O maior desafio, para mim, foi a questão de conseguir cobrar por isso. O mercado de academias no Brasil sempre teve uma precificação muito banalizada. Ninguém cobrava pelo que realmente entregava. Era tratado quase como uma commodity: se academia custava 100, todo mundo tinha que cobrar 100. Se existia uma academia um pouco mais sofisticada cobrando 300, todas tinham que cobrar 300 também.

Mas nós criamos um produto que não existia. Então, eu não olhei para o preço de ninguém para precificar a nossa academia. A maior dificuldade foi mostrar para as pessoas, no começo, que a academia tinha um preço mais elevado, mas que ela não era cara pelo que entregava. E que, apesar de ser algo inovador, fazia sentido para quem realmente usasse o espaço com recorrência. Era um valor justo para a experiência, para os serviços e para os resultados que ela poderia proporcionar. Com o tempo, isso foi rapidamente desmistificado. Mas esse foi o principal desafio no início. O outro grande desafio é manter esse padrão de serviço e atenção aos detalhes dentro de um setor que, anteriormente, praticamente não trabalhava serviço e hospitalidade.
O público da SIX é altamente exigente. Como vocês trabalham a experiência do cliente para gerar valor percebido todos os dias?
O público da SIX é um público acostumado com coisa boa. Isso porque estamos instalados nos melhores bairros das cidades onde atuamos e trabalhamos com um ticket voltado para pessoas com maior poder aquisitivo. Mas o que tem acontecido é que essas pessoas têm se surpreendido, porque a maioria frequentava academias que não entregavam praticamente nenhum serviço. Então, elas encontram aqui uma experiência completamente diferente.
Nós montamos um time que vem da gastronomia, da hotelaria, de eventos corporativos e de cerimoniais para cuidar da operação. Ou seja, são pessoas acostumadas com serviço e hospitalidade. Hoje, cada unidade tem cerca de 60 pessoas olhando os detalhes de tudo: limpeza, manutenção, qualidade dos insumos, o aroma da academia, as plantas naturais sempre bonitas e cuidadas, as geladeiras abastecidas e organizadas, os produtos dentro da validade, as frutas higienizadas, os banheiros sempre impecáveis, com toalhas limpas, tapetes à disposição e os serviços de esmaltação e escova funcionando sem faltar nenhum insumo. Também, temos amenities de alta qualidade nos banheiros, café da manhã completo aos finais de semana e um cuidado constante em cada ponto de contato com o membro.
Então, como estamos criando um mercado que antes não existia, acabamos encantando as pessoas com mais facilidade. E o grande desafio é justamente manter esse padrão e nunca perder essa atenção aos detalhes.
A SIX também se posiciona como um ambiente de conexões. Qual é o papel do networking dentro do modelo de negócio e como acontece a integração entre as grandes marcas que já fazem parte do ecossistema da SIX WOWNESS CLUB – um espaço onde muitas outras ainda desejam estar presentes?
A questão do networking aconteceu de forma muito natural. Como as pessoas começaram a permanecer mais tempo na academia, porque o ambiente se tornou mais aconchegante e passou a oferecer outras atividades, isso fez com que elas convivessem mais entre si. Para fortalecer ainda mais isso, nós criamos um setor dedicado exclusivamente a eventos dentro da academia. E, hoje, somos especialistas nisso.
Estamos sempre promovendo happy hours, eventos relacionados ao beach tennis — que já é uma característica forte da SIX — além de eventos externos com parceiros, como lojas de carros, móveis e marcas que fazem sentido dentro desse ecossistema. Também trazemos para dentro da academia parceiros importantes, como BMW, Keune, Plant Power, Red Bull e Movie. Ou seja, criamos um ambiente agradável, aconchegante e com um serviço de alto nível, onde as pessoas querem permanecer por mais tempo. E, além disso, promovemos experiências voltadas para esse público mais exigente: atividades relacionadas ao esporte, ao universo do consumo de luxo, à educação e ao networking. Realizamos palestras com médicos, profissionais do mercado financeiro e construtoras imobiliárias, por exemplo. Então, com tudo isso, vamos criando um ecossistema no qual a pessoa não está ali apenas para treinar ou viver o wellness, mas também para construir amizades, relacionamentos e conexões.
“A academia foi pensada para ser um ambiente onde as pessoas queiram ficar.”
Olhando para o mercado de bem-estar e alta performance, quais tendências você acredita que irão moldar o futuro das academias?
Olha, o que eu acredito que nós estamos vivendo no wellness é o momento em que as marcas entendem que o papel delas é cuidar das pessoas não só na parte física, mas do conjunto.
Por isso, cada vez mais vamos ver atividades relacionadas à tranquilidade mental e ao equilíbrio. É por isso que trabalhamos com yoga, pilates, Reset, meditação e práticas voltadas ao bem-estar emocional. Também existe uma descoberta muito forte em torno do recovery. Ou seja: depois de um treino intenso, como a pessoa consegue relaxar e se recuperar melhor? Então, entram recursos como sauna, crioterapia, botas de compressão, máscaras de colágeno e outras experiências voltadas à recuperação física e mental. Outra coisa que buscamos constantemente é ampliar o mix de produtos e serviços ligados a esse universo.
Por isso, temos spas nas unidades de Brasília e Campinas, além de clínicas voltadas para esse novo cliente que quer envelhecer bem, manter a saúde e cuidar também da mente. Hoje, contamos com parceiros como a Aurora, a clínica da Ellen e até a Self, que funciona dentro da academia como um serviço complementar. É um acompanhamento mais rápido e personalizado, com planos de três ou doze meses, oferecendo endocrinologista, nutricionista, psicólogo, psiquiatra, fisioterapeuta e toda a parte de suplementação da Puríssima. E, quando existe necessidade, também há acompanhamento relacionado a medicações específicas, suplementação hormonal, ferro e outros tratamentos que fazem sentido dentro desse cuidado mais completo com saúde e longevidade.
Qual é o legado que você deseja construir com a SIX WOWNESS CLUB e que mensagem deixa para empreendedores que querem inovar em mercados já consolidados?
Um legado que a gente quer deixar — e que eu acredito que já estamos deixando — é fazer com que mais pessoas passem a frequentar uma academia e um ambiente como esse para cuidar da própria saúde e incorporar o exercício físico na rotina.
A gente percebe isso diariamente nos relatos dos nossos membros. Pessoas que dizem: “Eu nunca tinha feito exercício na minha vida”, ou “eu estava em depressão”, “estava sem amigos”.

Então, no fim, o que estamos fazendo vai além da atividade física. Estamos ajudando a melhorar a qualidade de vida, o bem-estar, os relacionamentos e a forma como essas pessoas vivem e se conectam.
Galeria de fotos
Fotos: Caio Faz, Leo do Click, Dani Carvalho
Divulgação Six Wowness Club

