Um evento para chamar de seu — e realizado em parceria
Durante muito tempo, participar de eventos significava escolher uma feira, contratar um estande, expor a marca e esperar que oportunidades surgissem pelos corredores. Esse modelo continua relevante, mas já não é suficiente.

O evento precisa começar muito antes da montagem e terminar muito depois dela.
Dados da ABRAPE mostram consumo de R$ 68 bilhões no setor no primeiro semestre de 2025. Em janeiro de 2026, foram R$ 12,61 bilhões, 9,7% acima do mesmo mês do ano anterior.
Não estamos apenas realizando mais eventos. Estamos atribuindo a eles um papel diferente na estratégia das marcas.
Um dos movimentos mais relevantes é o crescimento dos eventos proprietários. Expert XP, iFood Move, Mercado Livre Experience e Nelogica Profit Summit — este último produzido pela Hub4Mkt — mostram como empresas podem deixar de apenas ocupar espaços de terceiros para criar suas próprias plataformas de relacionamento, conteúdo, experiência e negócios. Em vez de encontrar uma audiência, a marca passa a reunir sua comunidade.
Mas ter um evento para chamar de seu não significa fazer tudo sozinho.
Depois de mais de 20 anos no mercado publicitário, aprendi a enxergar um ativo que nem sempre aparece nas planilhas de marketing: conectar interesses complementares.
Foi sobre essa lógica que construímos a Hub4Mkt, que completa dez anos em 2026. Somos especialistas na criação e produção de eventos, estandes e experiências de marca, ampliando seu potencial quando mídia, patrocínio e crossmarketing integram a mesma estratégia.
Marcas com públicos e objetivos complementares podem compartilhar recursos, canais, conteúdo e tecnologia. O investimento deixa de comprar apenas estrutura e passa a construir um ecossistema, viabilizando experiências de maior impacto.
Mas parceria não é simplesmente dividir uma conta. Precisa gerar valor para o público. A pergunta é: o que conseguimos oferecer juntas que separadamente não conseguiríamos? O importante é que essa soma seja percebida pelo cliente.
Outra transformação está na forma como medimos tudo isso. Evento não pode ser apenas uma linha de branding. Todo evento precisa nascer com uma estratégia de ROI.
Metodologias como Account Based Marketing ajudam a inverter a lógica tradicional. Em vez de realizar o evento e depois contar quantas pessoas passaram por ele, começamos definindo quem queremos encontrar, quais contas e decisores são estratégicos e que jornada queremos construir antes, durante e após.
Um estande deixa de ser apenas arquitetura temporária e torna-se um ponto de contato dentro de uma estratégia comercial maior.
A inteligência artificial amplia essas possibilidades, personalizando experiências e prolongando digitalmente o que aconteceu presencialmente.
E há uma aparente contradição: quanto mais digitais ficamos, mais valiosos se tornam os encontros presenciais. Uma conversa, um aperto de mão, uma experiência compartilhada. Uma marca que consegue fazer alguém parar, participar e levar uma história consigo.
A Hub4Mkt entra em sua segunda década focada em ampliar aquilo que sempre esteve em nossa essência: conectar para fazer acontecer. Queremos conectar ainda mais marcas, produzir grandes eventos e transformar cada experiência em plataforma de relacionamento, fortalecimento de comunidades e geração de resultados.
Assumimos o papel de hub colaborativo, ouvindo marcas e clientes para criar experiências segmentadas, relevantes e compartilháveis. Afinal, o impacto de um evento não deve se limitar a quem está presente, mas alcançar toda a audiência da marca.
Para isso, presencial, redes sociais, mídia, dados e inteligência artificial precisam fazer parte da mesma estratégia. Conectar essas frentes para ampliar experiência, alcance e conversão é como buscar o golden goal: fazer o evento gerar conteúdo, relacionamento e oportunidades muito além do encontro. A tecnologia deve potencializar essa experiência humana, não substituí-la.
Nos próximos dez anos, utilizaremos ferramentas que hoje nem existem. Os eventos serão mais personalizados e a inteligência artificial estará ainda mais presente.
Minha aposta, porém, é que o próximo grande salto não virá apenas da tecnologia, mas da capacidade de conectar marcas, audiências, dados, conteúdo e interesses para criar experiências que isoladamente seriam impossíveis.
Talvez o futuro dos eventos seja justamente esse: ter algo para chamar de seu sem precisar construí-lo sozinho.
Porque conectar, quando existe estratégia por trás, não significa apenas aproximar.
Significa fazer acontecer.

Felipe Chacon
É publicitário, empreendedor e fundador da Hub4Mkt. Com mais de 20 anos no mercado de comunicação, teve passagens por Grupo RBS, Editora Três e Rede Globo. Desde 2016, lidera a Hub4Mkt, especializada em eventos, estandes e experiências de marca.
https://www.linkedin.com/in/felipechacon-hub4mkt/
IG: @hub4mkt @felipedch
Site: www.hub4mkt.com.br
E-mail:
Fotos: BANFOTO.COM.BR

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