Perfil Cases

Café com o empreendedor Valdir Tamanho

No CAFÉ COM O EMPREENDEDOR desta edição a Perfil entrevista o visionário empresário Sr. Valdir Tamanho, fundador da A Babillônia.

Sr. Valdir relata sua trajetória, infância cheia de aventuras e responsabilidades e celebra junto com a família os 36 anos da A Babillônia.



Infância e formação de princípios.
Sou de família de agricultores, nasci na cidade de Sertão, região norte do Rio Grande do Sul. Comecei a trabalhar muito cedo, quando ainda era menino trabalhei em uma olaria e na agricultura. Estudei até o quinto ano na comunidade de Santo Antônio Sertão. Tive uma pequena passagem por Rincão das Quinas, hoje distrito da cidade de Coxilha.

Anos depois fui morar na cidade de Passo Fundo, aí então minha infância se tornou muito conturbada, visto que meu pai saiu de casa. Então, minha mãe tomou as rédeas, como se diz, da casa e eu como filho mais velho precisava ajudar em tudo. No início minha mãe montou um salão de beleza e eu a auxiliava, minha tarefa era enrolar os cabelos para posteriormente ela fazer o penteado e acabamento final. Já na atividade de manicure fui um desastre, sem sucesso.

Resolvi me envolver em outras coisas, então aprendi o ofício de fazer baldes e bacias com latas de azeite. Mais tarde fui engraxate na praça central de Passo Fundo, atuava bem em frente à catedral onde éramos controlados por um guarda municipal chamado “Peri”. A concorrência de mercado era muito grande, então passei a vender pentes marca Flamengo. Comprava na Comercial Grazziotin  e os revendia junto com livros de cantores da época, hoje relíquias, Zilo & Zalo, Pedro Bento & Zé da Estrada, Tonico & Tinoco entre outros, na rodoviária de Passo Fundo, próximo à viação férrea.

Posteriormente fui contratado para trabalhar no Café Aiti, o restaurante mais fino da época o qual possuía até orquestra musical ao vivo.



Meu horário era das 8h às 11:30h, sendo que até as 13:30h servia almoço na pensão São Jorge do Sr. Bordignon. À tarde das 14h as 18h voltava ao Café Aiti tendo um descanso de uma hora, quando atravessava a praça Marechal Floriano e as 19h trabalhava na Lancheria Turis Bar, era garçom. Fui vendedor de picolé, pastel, estava sempre disposto e atento as oportunidades da rua. Visto por profissionais do comércio de Passo Fundo, recebi o convite para trabalhar junto ao CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) onde trabalhei alguns anos. Posteriormente fui trabalhar com um advogado Dr. Gaspar Santin, na Central de Cobranças que atuava em Passo Fundo e Erechim. Tive muitos ensinamentos com Dr. Gaspar, foram momentos ímpares e que levo para a minha vida, aprendi muito e só parei de trabalhar neste ramo porque vim morar em Tapejara, onde resido e trabalho.

Quais foram seus primeiros negócios?
Meu primeiro empreendimento foi uma padaria aqui em Tapejara. Meus irmãos sabiam tudo de pão, também sabiam fazer doces e salgados. Tivemos a oportunidade, na época, por ocasião da inauguração do Banco do Brasil de nossa cidade, preparar os salgadinhos do evento. Quem montou o coquetel foi a Sra. Maria Muxfeldt Basso (in memorian).
Nosso empreendimento durou pouco tempo, meus irmãos não queriam mais ficar em Tapejara. Foi aí que passei a trabalhar, primeiro na antiga Mecânica Tapejarense, em seguida fui trabalhar na Coopasso, Cooperativa Tritícola Passo Fundo, assumida posteriormente pela antiga CooCharua e por último atuei como gerente da Coprel em Tapejara.

Como surgiu A Babillônia? Quais os produtos e serviços prestados à grande região?
Sabe aquele ditado que diz: “Quando te fecharem uma porta, pode ter certeza que Deus vai te abrir duas”. Pois, foi isso que aconteceu.
Com a minha demissão por parte da Coprel, (Lojão da Família) vi meu mundo desabar, pois tinha um bom emprego e uma boa remuneração. Bom, tive que reinventar minha vida! Parei, pensei, e um belo dia sai para conhecer negócios nas cidades de Passo Fundo e Erechim, onde constatei que havia lojas que vendiam de tudo. Logo pensei, é isso que vou fazer.

Também, vi que as mulheres compravam lã em novelo para confeccionar blusas aos seus familiares e pagavam pela mão-de-obra. Com isso convidei minha esposa Neldi para vir trabalhar comigo, vender as lãs em novelos e dar cursos para que elas mesmas produzissem. Cursos esses realizados na loja e também nas comunidades do interior.

Vimos uma grande oportunidade na educação, com material escolar, livros e revistas no que passamos a investir, e é o que fazemos até hoje. Para ter vendas o ano todo diversificamos com bazar e brinquedos. Faltava o nome e foi aí que olhando na bíblia vi que existia uma cidade chamada babilônia, muito próspera e onde tinha de tudo, logo pensei “aí está o nome” e registramos a marca.

Na bíblia, como se sabe, existem 31 provérbios, foram escritos por escribas e profissionais nos tempos de Salomão e são atuais até hoje, portanto a cada dia do mês leio o provérbio correspondente aquele dia e, podem acreditar, é muito certo até hoje.

A valorização com o ensino sempre foi o nosso norte, por isso valorizamos nossos clientes, “alunos” promovendo inúmeras campanhas de prêmios. Como, viagens proporcionando passeios ao Mini Mundo em Gramado, Museu do Exercito em Panambi, voos turísticos sobre Tapejara em avião alugado para o evento, além de prêmios em feiras de livros com Food-Truck em três edições, sendo que na primeira, reunimos em frente a nossa loja mais de 8000 pessoas tornando-se o primeiro evento do gênero em nossa região. Neste ano temos a campanha do “dinheirinho” que atinge, não somente o cliente, mas ajuda também a APAE de Tapejara e escolas do município e região.

Sabemos que sempre esteve à frente de órgãos, entidades e associações prestando seu trabalho voluntariado. Considera uma missão de vida?
Como participante na comunidade, atuei em diversas entidades como, Acisat (Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária) em diversas diretorias sendo por duas vezes presidente.
Também, participei do Sindilojas, sendo o primeiro presidente em diversas diretorias e também, no Lions Clube presidi por três vezes e agora na gestão 2021/2022 mais uma vez, serei presidente.
Em 2008, fui presidente do Coodetap.
Também, em 2008 como presidente da Acisat junto com nossa diretoria convidamos o Sr. Adagir Coroneti para presidir a feira Expo Tapejara.

Trabalhamos lado a lado para transformar a feira nos moldes de hoje e pudemos ver o empenho e dedicação de toda uma diretoria, que com poucos recursos promoveu um grande evento em que auferimos um lucro deixando em caixa, na época 45.000,00 para serem aplicados em feiras futuras. Neste mesmo ano (2008) Acisat juntamente com Sindilojas de capitaneados pelo Sr. Claudio Bianchini lançamos a maior campanha de toda a região chamada “Asfalto Urgente” e que, de uma maneira ou outra, foi uma chama que nunca apagou, pois agora na gestão do Sr. Cristiano da Silva, em que fui vice-presidente, e pela vice-presidência da indústria capitaneada pelo Sr. Luciano Zanqueta e Evanir Wolf, num grande esforço e sugestão dos mesmos foi abraçada pelo deputado Turra um projeto inédito chamado “PIAA” o qual possibilita que as empresas participem com parte de seus impostos na construção do asfalto, (um sonho antigo que liga Tapejara à Charrua).

A Babillônia é uma empresa familiar. Qual a importância de ter a família gerindo os negócios e qual o segredo do sucesso nesses 36 anos de empresa?
A Babillônia sempre se destacou junto à comunidade, por suas iniciativas e pela valorização ao nosso cliente. O cliente é nosso capital, por isso em nossa loja ele jamais encontrará um produto de segunda linha, será tratado com muito carinho, pagará um preço justo e encontrará sempre um ambiente alegre e descontraído.



Como empreendedor faço do meu trabalho uma diversão e nunca um fardo a ser carregado. Quanto à família tenho uma filha única Alessandra, minha esposa Neldi que sempre esteve do meu lado, nas horas boas e ruins. Posso dizer com propriedade, uma grande mulher com qualidades incomparáveis e que soube me aturar e aconselhar em todos os momentos. Agora, com a Alessandra “Ale” estamos fazendo a sucessão e ela está assumindo grande parte das responsabilidades do nosso legado. A Ale tem um olhar visionário, animada, com muita vontade e gosto pelo trabalho.

Vem conduzindo e modernizando nossa empresa. Inovar, fazer diferente nestes novos tempos é imprescindível. É importante ter muita sabedoria para dar continuidade na perpetuação da marca A Babillônia. Hoje tenho três netos Anna Laura, Valentim e Maria Tereza que fazem nossa alegria.

Ao levantar todo dia, agradeço a DEUS por nos ter dado essa riqueza e pensar que eles poderão dar sequência em tudo que construímos com muita luta. Porém, uma coisa é certa, poderia ficar aqui divagando e contando muito mais de nossa vida, mas a nossa eterna gratidão a toda a população do nosso município e região, principalmente nossos clientes e amigos que acreditaram em nosso trabalho desde o início. Somos gratos por todos que fazem parte da nossa história.



“A Babillônia sempre se destacou junto à comunidade, por suas iniciativas e pela valorização ao nosso cliente.”


Rua Santo Canali, 590 -Centro - Tapejara -RS
(54) 3344-1918
54 99605-5585
@ababillonia

 


CAFÉ COM O EMPREENDEDOR
VALDIR TAMANHO

Fotos: Jota Junior

 

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