Perfil Cases

Nesta edição do Perfil Business Case a Perfil conversou com Dr. Malcon Natan Panisson, jovem recém-formado na área médica.

Diretor Clínico da Fundação Hospitalar de Ibiaçá-RS e que a partir da próxima edição fará parte do grupo de colunistas da Revista Perfil nas páginas de saúde. 

Dr. Malcon fala sobre seus desafios e expectativas, revela que a função do médico vai muito além de salvar vidas.
Uma das profissões que exige muito comprometimento, responsabilidade e dedicação do profissional.

“Primeiramente, gostaria de agradecer a oportunidade e o convite em conversar com a equipe e leitores da revista Perfil e deixar claro que é uma honra passar a fazer parte de um grupo de colunistas tão conceituados!”

Por que optou pela profissão de médico? Teve alguma influência?
Sempre gostei de atividades desafiadoras e que me fizessem estar em aprendizado constante. Então, creio que isso me fez optar pela carreira médica, mesmo sendo filho de uma família que, tradicionalmente, sempre foi voltada ao setor primário da economia. No entanto, sempre tive o incentivo dos meus pais - Sr. Élio Panisson e a Sra. Adriana Rossi Panisson - para seguir na área da medicina, devido a uma história familiar durante a gestação da minha mãe, a qual fez com que eles sempre quisessem que eu me tornasse médico para oferecer um atendimento diferente do qual eles receberam quando eu nasci.

Sabemos que o curso de medicina exige muita dedicação e entrega. Como foi a rotina dos seus estudos?
Sem dúvidas, hoje a faculdade de medicina conta com a maior carga horária entre os cursos de ensino superior e também, apresenta uma disputa significativa pelas vagas ofertadas pelas universidades – ainda maior quando prestei meu vestibular em 2015. Durante o curso, em tempo integral, intercalávamos aulas teóricas e atividades práticas, durante os quatro primeiros anos e nos dois últimos realizamos o estágio final chamado “Internato Médico”, o qual ficamos somente realizando na prática o que aprendemos na teoria. No entanto, a rotina diária de estudos estendia-se também fora do ambiente hospitalar visto que a necessidade de atualização é constante no âmbito médico.

Como está sendo suas atividades pós-conclusão do curso?
Felizmente estão superando minhas expectativas! Hoje tenho uma carga horária bem significativa durante a semana e também finais de semana, pois acabo intercalando atividades que vão do consultório particular, atenção básica em saúde pública, plantões em emergência até o serviço de “Home Care” - que seriam os atendimentos a domicilio com cuidados voltados especialmente a pacientes acamados, com dificuldade de locomoção e grupos de risco para o Covid-19.

Fale sobre o novo desafio de assumir como Diretor Clínico da Fundação Hospitalar de Ibiaçá (FHI).
Sem dúvidas foi um convite que me deixou muito surpreso e também honrado! Porém, como sempre gostei de novos desafios e sou um apaixonado pelo aprendizado constante, aceitei o convite para encarar uma função que vai além da parte médica. Assumi este compromisso com o comprometimento de oferecer a toda a população que utiliza da FHI, um local em que possam contar com um atendimento hospitalar humano e com qualidade, dentro do que um hospital primário pode oferecer.

Na sua visão, como a profissão médica tem se transformado ao longo dos anos?
Com toda certeza passamos por uma transição na profissão médica e essa transformação acaba beneficiando tanto nós médicos, como também os nossos pacientes. Hoje realizamos cada vez mais especializações a fim de chegarmos no maior conhecimento possível de uma determinada área específica da profissão e isso gera uma excelência maior nos atendimentos aos nossos pacientes. Outro fato importante que vale ressaltar é que, com o aumento do número de profissionais no mercado, somos “obrigados” a nos diferenciarmos e nos destacarmos em excelência para assim sermos reconhecidos por nossos diferenciais no mercado de trabalho.

Em sua opinião, quais são os principais desafios da atuação médica no país?
Nosso maior desafio creio que seja essa transição que estamos vivenciando e que ressaltei na pergunta a cima. No entanto, inserir-se no mercado de trabalho e se manter nele acaba sendo algo cada vez mais desafiador na profissão. Vivemos hoje um cenário que exige atualização constante e também, uma necessidade de estarmos cada vez mais disponíveis aos nossos pacientes diante do fato de estarmos em uma sociedade cada vez mais atualizada e tecnológica.


Quais são suas expectativas para o futuro da profissão?
Acredito que as expectativas sejam muito positivas e promissoras. Embora tenhamos um pessimismo geral da classe médica, diante da quantidade cada vez maior de médicos que entram no mercado de trabalho. Contudo, a necessidade de profissionais, em uma gama cada vez maior, em áreas de atuação, que antes passavam despercebidas diante das nossas atividades e também, a subespecialização cada vez maior, nos dão expectativas de novos horizontes em nossa profissão.


OLHO
“Somos obrigados a nos diferenciarmos e nos destacarmos em excelência para assim sermos reconhecidos por nossos diferenciais no mercado de trabalho”.



Entrevista
Dr. Malcon Natan Panisson

 

Fotos: Daiane Tochetto Fotografia


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