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Entrevista com a Psicóloga e Life Coach Maria Edelaide Basso

Perfil Business Case

Nesta edição do Perfil Business Case conversamos com a Psicóloga e Life Coach Maria Edelaide Basso que fala sobre sua trajetória na psicologia e o que a levou a atuar em outras áreas do comportamento humano.

“Encontrei na Psicologia o caminho para satisfazer e acalmar meu interior, bem como a tantas demandas de vida que via e não encontrava alento”.

Como optou pela Psicologia e o que te levou a buscar esta área?

Inicialmente, percebi que era uma boa ouvinte. Esse detalhe na área da Psicologia é fundamental. Percebi, também, que estar com pessoas, compartilhar os seus problemas da vida e ajudá-las nas dificuldades não era um peso, era gratificante, pois sempre fui procurada por pessoas que desejavam dividir seus problemas, na busca de um caminho ou até mesmo para enxergar onde estava a solução, e isso me deixava feliz e confortável.Além disso, sempre gostei de conversar. Sentia uma energia muito gostosa de estar com as pessoas e procurar entendê-las. Pelo menos, naquele momento, fazer pequenas conjecturas do que estava fazendo as pessoas agirem daquela forma.A busca por respostas me levou para a Psicologia. Encontrei nesta ciência o caminho para satisfazer (e acalmar) meu interior, bem como à tantas demandas de vida que via e não encontrava alento.

Cada vez mais em ascensão pelos resultados incríveis que traz, o Coaching tem sido valorizado e procurado ao redor do mundo. Com sua formação em Life Coach, como tem ajudado empresas e profissionais neste “Novo Normal”?

O Coaching tem raízes na psicologia e no mecanismo estruturado de potencializar as habilidades do ser humano.Foi o que sempre busquei na Psicologia. Durante todo o curso busquei sempre aprofundar-me nos assuntos ligados a isso e logo após a formatura, que aconteceu em janeiro de 1999, já buscava maior compreensão a respeito. Em 20 anos de experiência no trato com pessoas, frustrei-me muitas vezes com o resultado colhido. Briguei com a Psicologia e me afastei, pois vi que algumas ferramentas somente olhavam para a doença e não para o doente. O que sempre quis, era olhar o ser humano, suas habilidades, suas competências, seus recursos. Apenas elaborar diagnóstico e rotular pessoas não condizia com o que busquei na Psicologia.Depois de incessantes buscas, altos investimentos, encontrei na doutrina Reichiniana meu amparo. Dessa forma também encontrei o Coaching. Com esses dois pilares, vi que estava realmente apta a entregar resultados excelentes para meus clientes.

Atualmente, trabalho forte no sentido de usar essas técnicas também nos relacionamentos.

Como o cenário mundial está tecnologicamente conectado, as pessoas super envolvidas com diversas frentes e a velocidade das entregas, as dificuldades humanas se moveram gigantescamente para outros rumos. Neste cenário atual, ajudo as pessoas a destravar suas habilidades e treinar seus recursos. A técnica busca potencializar a pessoa para enfrentar o que é necessário, saindo do vitimismo, da passividade e com objetivos claros e viáveis para chegar até onde quiser. As doenças e seus sintomas não são, necessariamente,essenciais para essas descobertas. É muito comum pessoas apresentarem justificativas para alegar quando algo não é alcançado, ou mesmo, resultado indesejado, porém a justificativa não leva a lugar nenhum. A vida passa muito rapidamente e reclamando que não deu certo, que tentou e não conseguiu por “zilhões” de motivos não alterará os resultados. Isso o mundo não tolera mais. É preciso entrar em ação e assumir que aquela tarefa é sua, indelegável e realizável.

Isso nada mais é do que um bom relacionamento com a própria vida, com o seu passado e uma estratégia para chegar no futuro.

Sabemos que o Coaching trabalha com forte foco em desenvolvimento humano, e podemos dizer que psicoterapia também faz isto. Em sua opinião, qual a principal diferença entre essas duas formas de trabalho?

Sim é verdade. Os dois tem a intenção de desenvolver o ser humano e fazê-lo melhorar.O Coaching é uma metodologia com estrutura de treinamento. Mas não serve para qualquer pessoa. É um método que não vai para o passado, não se debruça em traumas, não tem o objetivo de ressignificar dores. Essa ferramenta leva o cliente para o futuro, partindo do seu momento atual. A psicoterapia, por sua vez, volta no passado, leva o cliente ao ponto das suas dores com a missão de ressignificar seus traumas, reestruturar interpretações equivocadas e com isso fazer o cliente parar de Reagir e sim agir, parar de ressentir e sim sentir.

Como é o processo para identificar o propósito, missão e visão de vida do Coachee/cliente e ou empresa?

As pessoas estão inseridas na esfera do EU, dos relacionamentos e na esfera do trabalho.É necessário que haja um alinhamento destas esferas antes de tudo. Dessa forma a pessoa poderá observar quais as habilidades inerentes à sua alma. Seus recursos mais internos e elementares moram ali. Sua missão e propósito precisam estar alinhados com isso. Por mais que uma pessoa queira ou tenha um propósito a alcançar, se isso não estiver instalado dentro de si, não será possível.A missão de cada um tem a ver com seus valores de vida que são elementos fundamentais.As características dessa pessoa já a leva para a sua missão e propósito, basta que não esteja influenciada pelo desejo dos pais, da imposição de regras familiares e convenções sociais. O objetivo principal é definir onde essa pessoa quer chegar. Até onde ela imagina que pode ir e se permitir ir.O modo de olhar empresarial não é tão diferente. Porém, é bem mais amplo.É importante alinhar os propósitos individuais com os empresariais, afunilar todas as ambições em uma só que se tornará a da empresa, somados a um bom plano de negócios, um planejamento estratégico e a visão de mercado. Assim, a sua visão estará contemplada.

Ter uma vida equilibrada, planejada e satisfatória exige muitas ferramentas de aprendizado. Como é, na sua visão, o processo de desbloqueio das crenças limitantes?

É preciso explicar, a princípio, o que são crenças para que essa resposta seja entendível ao leitor que não tem conhecimento do que seja.Então, o que posso dizer é que as crenças são neutras. Dependendo do contexto, da emoção que se liga a ela em determinado momento dentro do sistema familiar e, ainda, do cenário em que se instalou, as crenças podem ser empoderadoras ou limitantes. O que não se pode esquecer, nesse assunto, é que em outras situações diferentes, o que poderia ser definido como empoderado é facilmente definido como limitante. Como disse no início, vai depender do contexto da situação.

Mas, respondendo à pergunta formulada, sim, uma vida equilibrada requer consciência sobre os fatos, entendimentos da trajetória da vida e também dos antepassados. Requer conhecimento de qual a base do comportamento adotado, suas ações e pensamentos. Com essa análise tem-se um maior domínio para se chegar a uma conclusão acerca de qual crença aquela pessoa está presa.

Desenvolvo meu trabalho com várias pessoas que apresentam bloqueios profundos na alma que sequer conseguem chegar perto dos objetivos e metas que um dia traçaram. E, mais ainda, não conseguem prosperar em seus relacionamentos.

É sabido que relacionamentos são pilares do fortalecimento pessoal. Pode ser amoroso, profissional, de amizade. Não importa a classificação, mas relacionamentos necessitam estar baseados em atitudes e ações limpas e saudáveis. Muitos dos atendimentos, atualmente, estão sendo realizados pelo formato "on-line", mas os resultados tem-se mostrado altamente riquíssimos em progressos.

Tenho em meu consultório clientes na Europa, Estados Unidos e, no Brasil, espalhados por vários estados. Essas pessoas vieram em busca da superação de suas dificuldades, as quais foram instaladas, em sua maioria, em uma fase muito precoce da vida, podendo-se dizer, até intrauterina.

Acredito que muitas pessoas estejam pensando que os atendimentos presenciais foram substituídos pelos atendimentos "on-line", posso garantir que não aconteceu. Realizo semanalmente atendimentos presenciais em Sananduva, Tapejara e Lagoa Vermelha. Tais atendimentos mostram que pessoas apresentam os mais diversos motivos na busca da psicoterapia. Muitas delas apresentam bloqueios cujos entendimentos passam sobre pedaços de verdades internalizados, unidos com força máxima a sentimentos geralmente de inferioridade, abandono, humilhação, exclusão entre outros. Tais sentimentos causam na pessoa impasses e bloqueios em vários campos, tais como pessoal, relacional ou profissional.

Devemos acolher com amorosidade os eventos da vida, mesmo os piores, porque é através deles que podemos evoluir. Nas palavras de Bert Hellinger, "Quanto mais exclui, com mais força retorna”.

É preciso coragem e uma certa dose de frieza para fazer esse movimento, porém é assim que a vida toma seu curso na direção do fluxo da saúde mental, física e emocional.

Finalizando, deixo um canal aberto a todos os leitores da Revista Perfil que desejarem mais alguma explicação sobre o assunto, pois entendo ser um assunto delicado e que atinge muitas pessoas.
Agradeço a oportunidade de falar sobre esse assunto através desse espaço e coloco-me à disposição para desenvolver outros temas.

 

 

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Fotos: Daiane Tochetto

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