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Mulheres representam 70% da mão de obra freelancer no Brasil, segundo pesquisa

Levantamento da Closeer mostra ainda que a modalidade autônoma aliviou o desemprego

Foto: Divulgação

durante a pandemia, gerando mais de R$ 3 bilhões de renda no primeiro semestre

O trabalho autônomo se tornou a principal alternativa em meio à crise sanitária que jogou a taxa de desemprego nas alturas, com mais de 14 milhões de brasileiros sem trabalho, segundo o IBGE. E nessa modalidade as mulheres são maioria, segundo uma pesquisa feita pela Closeer, plataforma que conecta trabalhadores e empresas que oferecem vagas temporárias e freelancer. Entre os 746 entrevistados, 70,27% são do sexo feminino, enquanto 28,51% são homens. Outros 1,22% se consideram não-binários. Ainda de acordo com o levantamento, a maioria dos freelas tem entre 18 e 30 anos (36,76%). Outros 33,91% estão na faixa entre 31 e 40 anos, e 21,46% têm de 41 a 50 anos. Acima desta idade somam-se apenas 7,91% dos entrevistados.

Sobre o tempo em que atuam como freelancer, 64% disseram que começaram há menos de um ano, o que para o CEO da Closeer, Walter Vieira, reafirma a importância das relações mais flexíveis em momentos de escassez de oportunidades de trabalho. “O intuito da pesquisa era justamente conhecer melhor o perfil do freela, e entender que as mulheres são as principais beneficiadas torna a valorização desse tipo de trabalho ainda mais necessária, pois historicamente elas não são tratadas de forma justa pelo mercado de trabalho. Essa modalidade não só permite maior liberdade, como também representa mais oportunidades e possibilidades de ganhos maiores aos trabalhadores”, afirma.

Vieira lembra o impacto da gig economy, como é chamado o conceito marcado por relações flexíveis, no Brasil, em 2021. “O trabalho autônomo gerou mais de R$3 bilhões de renda somente no primeiro semestre deste ano e, entre outubro até o fim de dezembro, a previsão da Associação Brasileira do Trabalho Temporário é de que mais de meio milhão de vagas temporárias sejam criadas”, diz o CEO da Closeer.

Ao todo, 54% dos entrevistados apontaram a possibilidade de aumentar a renda como principal benefício do trabalho autônomo. 26,75% destacaram a possibilidade de fazer o próprio horário, e 13,31% a versatilidade de funções. A flexibilidade de locais é um ponto crucial para 4,17%, e a escolha de tarefas é importante para 1,61%.

Quando sobreviver depende dos freelas

Para quase 50%, ainda de acordo com a pesquisa, os freelas são a única fonte de renda. A assistente de cozinha Silvia Gama, de 48 anos, vem se mantendo por meio do aplicativo da Closeer desde que perdeu o emprego que tinha em uma escola, onde trabalhou por nove anos. Ela garante que, dependendo do volume de vagas para freelas, os ganhos ultrapassam o que ela recebia no emprego formal. “A vantagem do aplicativo é poder me candidatar para vários tipos de vagas relacionadas à minha área e fazer uma renda maior. Como os serviços de cozinha são bastante solicitados, em alguns meses eu consigo ganhar mais com eles do que quando estava em um emprego fixo”, revela

Ainda de acordo com a pesquisa de perfil do freelancer, 47% dos entrevistados possuem o segundo grau de escolaridade completo, e quase 17% com ensino superior. Outros 18% ainda não completaram a faculdade, e 2,83% possuem pós-graduação. 15% cursaram apenas o ensino fundamental.

 

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17 Dezembro 2021
17 Dezembro 2021

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