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AS CIDADES E O FUTURO

Em 2015 foram estabelecidos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Esses objetivos compõem uma agenda mundial para a construção e implementação de políticas públicas que visam guiar a humanidade até 2030.

Temas intrinsecamente relacionados à urbanização, como mobilidade, gestão de resíduos sólidos e saneamento, estão incluídos nas metas do ODS n° 11, bem como o planejamento e aumento de resiliência dos assentamentos humanos, levando em conta as necessidades diferenciadas das áreas rurais, periurbanas e urbanas. O objetivo 11 está alinhado à Nova Agenda Urbana, acordada em outubro de 2016, durante a III Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável, e é aplicável a todo território brasileiro.

A Norma ABNT NBR ISO 37120:2017 nos apresenta o conceito de cidade como: “comunidade urbana sob uma delimitação administrativa específica, normalmente referida como uma cidade, municipalidade ou governo local”, bem como demais diretrizes para o desenvolvimento sustentável de comunidades e indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida. Sendo esta uma importante ferramenta para gestão das cidades.

Conforme planejamento e estudos da Agenda 2030 em 2014, 54% da população mundial vivia em áreas urbanas, com projeção de crescimento para 66% em 2050. Em 2030, são estimadas 41 megalópoles com mais de 10 milhões de habitantes. Considerando que a pobreza extrema muitas vezes se concentra nestes espaços urbanos, as desigualdades sociais acabam sendo mais acentuadas e a violência se torna uma consequência das discrepâncias no acesso pleno à cidade. Transformar significativamente a construção e a gestão dos espaços urbanos é essencial para que o desenvolvimento sustentável seja alcançado.

Salvem essa data, 2030, pois já é crucial na tomada de decisões de âmbito social e empresarial. Administradores públicos possuem grande responsabilidade e notadamente um curto espaço de tempo. O planejamento de serviços, infraestrutura, inovação e tecnologias deve ser feito agora, e assim garantir qualidade de vida, saúde, mobilidade e o mínimo de conforto para todos os habitantes. Em confirmação a importância desta data, inúmeras empresas já definiram metas ambientais ambiciosas: que vão desde a neutralização de carbono como é o exemplo da Microsoft e da Apple, até o fim da fabricação de carros movidos a combustíveis fósseis a exemplo da Toyota, Volvo e Jaguar.

O Governo local que atuar e gerir uma urbanização sustentável, investindo em recursos necessários, estará apto ao desenvolvimento de capacidades para gestão e organização municipal antes, durante e após eventos adversos como as consequências da urbanização e as ameaças naturais (enchentes, por exemplo).



Os Planos Municipais de Saneamento Básico e de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos podem ser usados com base direcionadora, e a partir da execução destes, muitas vantagens de grande impacto poderão ser obtidas:
⦁ Melhora significativa sob o aspecto confiança e legitimidade nas estruturas e autoridades políticas;
⦁ Captação de recursos financeiros e ampliação dos investimentos em renovação e recuperação da infraestrutura local;
⦁ Desenvolvimento de ecossistemas mais equilibrados e com oferta de melhores serviços, como fornecimento de água e energia;
⦁ Reconhecimento socioambiental;
⦁ Interesse da iniciativa privada para investimentos em cidades mais promissoras.

A cidade do futuro precisa ser planejada hoje, e a participação de todos nós como munícipes é reivindicar, colaborar e participar das tomadas de decisões.


Os cinco pilares da agenda 2030

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06 Outubro 2021
02 Julho 2021
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