Blog Perfil

Instituições também precisam ouvir e inovar, para manter as contas em dia

No último dia 5 de maio, o setor de aviação agrícola no Brasil passou a contar com um índice próprio de inflação.

A novidade, lançada pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), veio para que os empresários do setor tivessem um parâmetro simples e confiável de seus custos básicos na hora de planejar investimentos e negociar contratos com seus clientes. Ou seja, não só pela maior assertividade nas contas dos operadores, mas também como um referencial para os contratantes. Em última instância, facilitando a gestão e garantindo a sustentabilidade das empresas.

O chamado Índice Nacional de Inflação da Aviação Agrícola (IAVAG) foi construído em parceria com o Grupo Rara e consolidado a partir de três fatores básicos: variação do dólar, oscilação do custo de combustíveis (petróleo e etanol) e a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE. O retrospecto desse trabalho, também na parceria Sindag/ Grupo Rara, teve uma pesquisa sobre os preços e custos praticados pelas empresas aeroagrícolas no trato das principais lavouras atendidas pela aviação.

Antes disso, o sindicato aeroagrícola já vinha promovendo, nos últimos anos, uma série de outras iniciativas visando à qualificação da gestão de suas associadas: Academia de Líderes (focada em relações humanas e gestão de alta performance), Projeto Mentorias (com atendimentos personalizados de especialistas parceiros) e diversas outras iniciativas de qualificação para as associadas. Economicamente, em relações humanas e reputação junto ao mercado e sociedade.

Com tudo isso, nos últimos cinco anos não só o setor aeroagrícola tem melhorado sua eficiência como aos poucos vem consolidando sua boa reputação no mercado. Ao mesmo tempo, mesmo com todos os tradicionais sustos da economia e as incertezas de uma época de pandemia, o Sindag vem conquistando prestígio em suas relações institucionais e aumentou em mais de 60% o número de associadas.

O que fica de lição é que, se por um lado competitividade no mercado exige custos otimizados e investimento constante em qualidade, isso vale também para as entidades setoriais. Representar um número “x” de empresas, um segmento de profissionais ou uma categoria já não pode ser feito apenas com base na prerrogativa legal. No mundo da livre iniciativa, também aí é preciso ginástica para fechar as contas. No caso dos sindicatos, ainda mais depois da extinção da obrigatoriedade da Contribuição Sindical, em 2017.

A saída passa, primeiro, por ouvir mais: conhecer as necessidades de seu setor e perceber as conjecturas de mercado para conseguir projetar caminhos. Segundo, é imperativo saber conversar, para construir parcerias. Para completar, são necessários também, bom senso e reputação (afinal, ninguém consegue nenhuma aliança produtiva sem inspirar confiança).

 

 

 


Gabriel Colle
Diretor-Executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag).

Blog & Cases

02 Julho 2021
29 Abril 2021
25 Fevereiro 2021
25 Fevereiro 2021

Revista Perfil:

Mais Conceituada do Brasil 


Baixe o nosso aplicativo

 

Entrar em contato

| Revista Perfil - Editorial

| Tapejara/RS

| Praia Brava - Itajaí/SC

| Jardim Paulista - São Paulo/SP

 

Contato:  Revista Perfil     contato@perfilrevista.com.br