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Planejar a Pós-Pandemia – Por onde começar?

Quando tudo em nosso redor muda, o único ponto fixo somos nós.

Ou, pelo menos, deveríamos ser. Esta constatação pode até parecer trivial, mas ela constitui o ponto de partida para todas nossas decisões sobre como devemos enfrentar o universo em movimento.

Universo aqui não são os planetas, mas o conjunto de nossos fornecedores, clientes, colaboradores, da evolução do nosso bairro, nas mudanças dentro da nossa cidade, o avanço tecnológico, as políticas públicas nas diversas esferas de administração, incluindo os resultados dos programas emergenciais e, naturalmente, os efeitos das tensões geopolíticas.

Agora, voltando para a nossa cidade, temos que decidir como adaptar nossa atividade às novas circunstâncias que, na verdade, ainda não conhecemos em sua amplitude. Geralmente existem duas técnicas de planejamento.

De fora para dentro ou, o inverso, de mim para o mundo. No caso de um mundo em ebulição, a abordagem mais segura é partir daquilo que temos e conhecemos, ou seja, do nosso perfil de personalidade de homem ou mulher de negócios e de ‘ser social’. Por que ‘ser social’?

Bom, numa realidade cada vez mais padronizada pelo uso de centenas de mecanismos e aplicativos de comunicação, aspectos da personalidade de cada um serão muito mais importantes no futuro do que foram ao longo da história. A máquina, a inteligência artificial, as redes sociais e todas as modernidades ocupam cada vez mais o espaço tradicional do ser humano. Por isso, temos que nos reinventar constantemente para não perder a corrida contra a máquina e para nos distinguir positivamente naqueles serviços que o mundo digital “deixa sobrar” para nós como seres de ossos, carne, coração e alma.

Os Estados Unidos, práticos como são, produziram dezenas de guias para os negócios de porte médio. Seguem algumas dicas que podemos avaliar, sempre olhando do nosso ponto de partida de “quem sou eu, o que eu posso, devo e o que não vou conseguir fazer”. Aplicando experiências americanas ao universo dos leitores da Revista Perfil, penso poder ser útil refletir sobre as seguintes colocações:

(1) “Mantenha-se informado!” Como leitor da nossa revista você já tem esse hábito. Mas, com essa tsunami de informações (fake ou não) todos os dias devemos desenvolver a habilidade de filtrar e depois colocar no contexto aquelas notícias que têm a ver com a nossa atividade. Isso inclui tópicos desde o cuidado com a Covid até programas emergenciais do governo para ajudar os empresários a manterem suas estruturas.

(2) “Ajuste seu negócio!” Se tudo muda o tempo todo, nós temos que estar à frente dos nossos concorrentes! Devemos antecipar os prováveis impactos da atual situação em nosso setor. Pois existem tanto oportunidades como desafios. Quanto melhor analisarmos, mais reforçados sairemos lá na frente quando, um dia, as coisas se normalizarem. Já pratica vendas online? Tentou descobrir e atender novos clientes fora da sua área? Descontos especiais cabem dentro da sua atividade? Colocou novos produtos que tem demanda na pandemia em suas ofertas?

(3) “É preciso redobrar a atenção com as finanças!” Correr atrás do dinheiro que não se tem no banco costuma triplicar o nível de estresse. Fluxo de caixa é o lema sagrado de todo e qualquer negócio nos Estados Unidos. Os Europeus focam mais no lucro. Porém, sem dinheiro, tudo fica bem mais difícil. Já foi ver com o banco a ampliação da linha de crédito? Negociou o atraso autorizado de pagamentos aos fornecedores? Oferece descontos sobre produtos para limpar o estoque? O importante é fazer as coisas de forma diferente do que antes da pandemia, pois só assim manterá sua vantagem competitiva e sairá reforçado da crise.

(4) “Rever contratos”. Renegociar aluguéis, aumentar salários de alguns e desligar os menos eficientes. Estamos no meio de uma guerra de competitividade. Precisamos construir um novo negócio, levando para esse patamar mais participativo fornecedores, clientes e colaboradores fiéis. Mas tudo tem que ser avaliado sob a ótica da eficiência e do custo. A emoção, muitas vezes, ajuda menos do que a máquina calculadora.

Após desenhado o novo ambiente da sua atividade pode voltar a focar em 2 áreas principais. Desenvolver formas mais personalizadas do atendimento daqueles clientes que representam 2/3 do seu faturamento - a chamada ‘customização do negócio’ e, em paralelo, trazer os colaboradores, que merecem e são capazes, para mais perto dos processos de decisão e organização. O mercado exige capacitação contínua e os nossos funcionários só se empenham quando sentem - e realmente estão - sendo incluídos e genuinamente prestigiados.


 

Francisco Vila
Consultor internacional. Pesquisador modelos de gestão e Palestrante

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