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A Sucessão Familiar no Agronegócio

O interesse pelos estudos sobre a empresa familiar rural cresceu em razão do grande número de envolvidos e também pelo desenvolvimento econômico de diversas regiões.

Mesmo assim, poucas são as políticas públicas endereçadas às empresas familiares rurais, o que pode estar relacionado ao aumento do êxodo rural nos últimos anos, além da entrada de novas tecnologias, fazendo com que alguns empregos fossem extintos desse contexto social.

Outro aspecto que evidencia a importância da continuidade da empresa familiar rural é o aumento da expectativa de vida da população e, em consequência disso, o aumento populacional, o que demanda a existência de estratégias que garantam o aumento da produção mundial de alimentos.

A tarefa de produzir alimentos é, de maneira muito especial, da empresa familiar rural, que gradativamente tem perdido força de trabalho. Essa perda tem relação direta com a redução do número de filhos, com o incremento de tecnologia e com o acesso à informação pelos jovens, o que torna o tema sucessão em empresas familiares rurais, ainda mais relevante para a manutenção e desenvolvimento da agricultura familiar em âmbito mundial.

Assim, vários autores buscam explicações para esse efeito migratório, no sentido de entender o comportamento dos pais e dos filhos, porém, de maneira isolada, sem relacioná-lo ao comportamento individual dos atores deste cenário. 
Com esse cenário, a agricultura familiar pode ser o fomento para a redução desse êxodo, pois as empresas familiares rurais representam aos jovens uma boa alternativa à permanência no campo.

Com isso, se a continuidade do negócio rural é uma forma de garantir que a empresa familiar continue na família (SILVA et al., 2014), o processo sucessório é uma preocupação dentre empresários rurais em âmbito mundial (LANGE et al., 2013).
Sendo uma atividade consagrada como meio de vida, a agricultura familiar rural no Brasil é responsável por significativa parcela da produção de alimentos, uma vez que prima pela diversidade produzida.

Traz como tarefa primeira a garantia de subsistência das famílias e o excedente à comercialização, representando a geração de renda que mantém tais organizações. 



Para Blum e Tedesco (1999), a empresa considerada familiar é aquela onde a gerência é feita pela família e o trabalho necessário para o andamento das atividades é realizado, na maior parte, por membros da família; neste modelo, todos os fatores relacionados com a produção dependem exclusivamente da família. Os autores também salientam que em empresas familiares é possível que aconteça a sucessão da gerência da empresa para outros membros da família. 

O tema sucessão rural tem sido alvo de estudos nos últimos 30 anos, especialmente pelo fator da diminuição da permanência dos jovens no campo, em função da migração para as grandes cidades. No Brasil, apenas 30% das empresas familiares rurais chegam à segunda geração e 10% à terceira (PETRY; NASCIMENTO, 2009).

Dessa forma, trabalhar estratégias para a implantação de um adequado plano de sucessão nas empresas familiares é fundamental para a continuidade desse perfil de empresa. Quanto antes esse planejamento for realizado, maiores são as probabilidades de ocorrer um processo satisfatório, onde a geração seguinte assume as rédeas dos negócios da família.


 

Gabriel Colle
Diretor-Executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag)

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