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Produção puxada: o cliente sempre tem razão!

Estamos acostumados a ouvir a metáfora ‘do Campo ao Prato’ quando o assunto é alimentos.

O produtor rural produz as matérias primas que passam pela logística, indústria de transformação e distribuição até os supermercados, pequenos comércios, feiras e food services.Lugar este onde costumamos comprar verduras, pães, carnes ou conservas de palmito. De lá, imediatamente ou com o intervalo da despensa, os produtos do campo chegam à nossa mesa.

Porém, como tudo está mudando muito rápido nos dias de hoje, esse conceito tradicional precisa ser revisto. Falamos do fenómeno que os especialistas chamam de inversão da lógica das cadeias produtivas. Um exemplo que facilita a compreensão desse cenário é a indústria de automóveis.

Caso você não tenha pressa e precise comprar um carro já disponível na concessionária, o vendedor, ajudado por sofisticados aplicativos de escolha virtual, preencherá a ficha do seu carro conforme suas escolhas entre centenas de opções de materiais, formas e cores. O mais curioso é que, quando seu carro for para a linha de montagem, a primeira peça é a placa com seu nome ou número. Ou seja, todo o resto da carroceria, do motor e do painel de comando é montado conforme sua especificação feita na loja ou pelo site da concessionária. Faz muito sentido, pois a tecnologia permite a produção de um carro personalizado e sem aumento de custo.

Algo semelhante está acontecendo no universo da alimentação. Com a melhora da logística, que aumenta o raio de transporte de produtos perecíveis, acompanhado por embalagens mais sofisticadas, novas opções para a cadeia de abastecimento estão surgindo.

O consumidor final é o imperador. Aplicando essa afirmação do mercado ao nosso assunto: é o cliente, no contexto da mudança da visão do alimento para a função de nutrição e saúde, quem decide o que toda a cadeia produtiva de alimentos deve produzir. A carne de porco, no passado, nem sempre considerada saudável devido a seu alto grau de gordura, foi transformada em um alimento com excelente aceitação, devido à evolução da genética dos animais e da mudança da alimentação animal, com o objetivo de atender as demandas do consumidor. E é assim que se oferece um produto que combina saudabilidade com sabor.

Esses saltos de qualidade e aceitação são um reflexo das mudanças de hábitos dos consumidores. Com maior conectividade e acesso ilimitado a informações, todos os cidadãos, mas especialmente as novas gerações, preocupadas com obesidade e outros efeitos críticos de componentes alimentares, estão procurando orientação nutricional com maior frequência.

E a internet, possibilita que, com um clique, acompanhemos o que comem os belgas e quais as mudanças de hábitos dos asiáticos.
Nessa nova orientação ‘do consumidor para o produtor’, além de centenas de pesquisas sobre o assunto, o comércio, das lojas, feiras, mercados e restaurantes, são os embaixadores da modernização do sistema alimentar.

São eles que acompanham como evolui o perfil de quem compra hortaliças, carnes e outros produtos. Já as indústrias ou diretamente os produtores rurais, ouvem os comentários desses vendedores, que compram seus produtos, para alinhar processos e atender o cliente final. São etapas necessárias para encontrarmos os alimentos que desejamos, da forma que queremos. Afinal, na compra de um carro ou de alimentos em geral, o cliente tem sempre razão.

 

Gustavo Diniz Junqueira
Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

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