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É preciso alimentar também a alma

A aviação agrícola brasileira está presente diretamente na vida de todos nós, embora isso passe despercebido pela maioria das pessoas.

Desde o etanol da cana-de-açúcar - colocado no tanque dos veículos ou do biocombustível misturado à gasolina - até o arroz nosso de cada dia. Isso passando pelos compostos vegetais de soja substituindo derivados de petróleo inclusive na fabricação de colchões. Ou com o grão gerando, junto com o milho, a ração usada na pecuária. Tudo oriundo de lavouras altamente dependentes do avião e cada vez mais necessárias também ao restante do planeta. 

Importância que se reflete também nas estatísticas da pandemia na economia. Enquanto o coronavírus deixou no chão a maior parte da aviação geral no Brasil, o setor aeroagrícola fechou 2020 com a estimativa de crescimento de pelo menos 3% na frota. Mais do que isso, estando em segundo lugar no ranking mundial do segmento, com cerca de 2,3 mil aeronaves (com o Rio Grande do Sul na frente no ranking nacional, com 423 aviões), cada operador aeroagrícola brasileiros voou em média 500 horas em 2020, contra 275 horas de seus colegas norte-americanos – líderes do setor, com 3,6 mil aeronaves.

A essa presença imprescindível no campo, some-se os cálculos lá de 2012 da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (Fao), indicando que incremento da população até 2050 demandaria entre 70% e 80% a produção mundial de alimentos. E que até metade dessa demanda seria suprida pelo Brasil. Simples assim? O mundo necessita e o mercado está garantido? Não mesmo. Junto com essa missão, vem uma imensa responsabilidade, também muito clara nas estatísticas:
Nos últimos 40 anos, o Brasil aumentou a produção em mais de 200% – de 70 milhões de toneladas de alimentos passou a produzir mais de 238 milhões de toneladas – e hoje já exporta para mais de 150 países. Mas produtores e prestadores de serviços no campo (onde estão aviões, helicópteros agrícolas e, mais recentemente, os drones) também aperfeiçoam continuamente suas tecnologias e métodos.

Tanto que, segundo estudos da Embrapa e da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), divulgados em 2018, mais de 65% da vegetação nativa brasileira está preservada e mais de 25% da área do País está conservada dentro das fazendas. O equivalente a aproximadamente 50% da área total dos imóveis rurais.

Ou seja, a agricultura brasileira – no ar ou na terra – nos mostra que desenvolvimento econômico não são apenas cifras. Passa pelo bem-estar e pela sustentabilidade. Porque é preciso ar puro, água limpa e alimentar também a alma.

 

Gabriel Colle

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