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Emergência não é desculpa para não planejar

A temporada de incêndios florestais no Brasil este ano nem bem chegou ao fim e o País já teve cerca de 10,8 milhões de litros de água lançados por aeronaves agrícolas contra as chamas este ano.

Número que significa 6,8 mil lançamentos em missões de combate a incêndios, por aviões com capacidade de 1,9 mil a até 3 mil litros de água em seu tanque. Isso em frentes de combate que abrangeram desde áreas de preservação no o Pantanal, Cerrado baiano, Chapada dos Veadeiros e outras, até áreas de produção no sudoeste goiano e noroeste paulista. Isso apenas citando algumas.

O número é uma estimativa que pode estar subestimada, já que parte das empresas aeroagrícolas que prestaram esse tipo de serviço não informaram os dados de suas operações entre julho e setembro (período principal da temporada de incêndios no País, considerado no levantamento). E, embora assim mesmo já pareça uma cifra alta à primeira vista, trata-se de uma demanda que está longe de ser atingida e que mostra o quanto um bom planejamento diminui perdas e riscos desnecessários em uma emergência.

No caso, o País ainda carece de um plano abrangente no país, com todas as esferas de governo e prevendo o uso de aeronaves de maneira mais consistente e coordenada contra as chamas. Apesar das autoridades governamentais já terem entendido que é infinitamente mais fácil (e mais barato) aproveitar uma frota privada ociosa no campo (já que o período de entressafra coincide com a temporada de incêndios) do que comprar aviões próprios e montar sua estrutura de suporte.

E aí a mudança de mentalidade começou a ser notada na iniciativa privada. O melhor exemplo esse sentido é o sudoeste goiano. Ali, há três anos os produtores rurais contam com brigadas de incêndio montadas pelas empresas aeroagrícolas para auxiliar no combate às chamas em lavouras (cana, palhada de milho, etc). As empresas aeroagrícolas relatam que o número de chamados este ano cresceu, no comparativo com 2019. E acima da proporção do aumento em focos de incêndios. Motivo: os agricultores começaram a acionar o serviço menos tardiamente.”

O mesmo ocorreu em São Paulo, onde muitas usinas de cana passaram a pedir apoio aéreo imediatamente ao acionar seus brigadistas em terra. Antes, era feito primeiro a tentativa de extinção pelo pessoal a pé, junto com caminhões pipa. Ganhou-se eficiência. O que significa também menos desgaste de pessoal e equipamentos, menos horas de voo (contra incêndios que ainda não cresceram tanto) e menos necessidade de água contra as linhas de fogo. Ou seja, menos demanda por aviões e outros meios menos custo, menor risco para pessoal em terra e, muito importante, menores perdas de vegetação e fauna.

 

 

 

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