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A Tecnologia acelera o Verde

A humanidade convive e evolui com narrativas.

Estas são compostas por histórias que retratam os principais fenômenos do mundo. Mais recentemente, essas visões metafóricas estão sendo substituídas por “marcas”. Uma marca é a forma mais curta, direta e eficiente da comunicação.

Se perguntarmos aos cidadãos de outros países sobre como eles vêem o Brasil, a resposta mais frequente seria “verde”. Essa palavra simboliza como o País é visto no mundo. E isso é a melhor marca possível. Verde é vida, natureza, convivência pacífica. Pois quem está alimentado e vive em equilíbrio com seu ambiente não vê razão para brigar ou até desencadear guerras (por exemplo, para garantir acesso à água).



Ao fazer a mesma pergunta aos brasileiros, a resposta seria uma caracterização dupla: verde-amarelo. Não apenas em função da bandeira nacional, mas sim devido ao que se sente pensando sobre o entorno da nossa convivência. Falta apenas o azul que também temos em abundância na forma do céu ensolarado e da água.

No entanto, além de nós nos sentirmos bem vivendo numa paisagem que lembra o paraíso, convém olhar para aspectos mais práticos desse cenário, ou seja o valor econômico desse ambiente. Vamos por partes, começando com o “verde” que nos leva à floresta (2/3 do nosso território), 175 mi hectares de pastagens e 850 mil hectares de hortaliças. O “amarelo” simboliza a agricultura, nomeadamente os grãos e a cana-de-açúcar, que ocupam 70 mi hectares, e que representam o carro-chefe das exportações. Naturalmente, temos ainda café, cacau, frutas, piscicultura e outras produções.

Já deu para perceber que, como não cansamos de repetir, o Brasil é Agro. Nenhuma outra região do planeta possui o mesmo perfil de terra, sol e água, além dos 5 milhões de agropecuaristas que produzem soja, milho, animais, açúcar, etanol, café e laranjas, ocupando em alguns desses segmentos o primeiro lugar no ranking internacional.

Mas vale lembrar que esse panorama economicamente confortável não foi sempre assim. Apenas 50 anos atrás o Brasil, na altura com um terço da população de hoje, importava em torno de 30% da sua comida. Ou seja, houve um verdadeiro “milagre verde” para sair da condição de importador e se tornar um dos exportadores mais competitivos de alimentos, biocombustíveis e fibras.

Fizemos esse relato para que se possa enxergar melhor a influência da tecnologia na evolução do agro e compreender o impacto desta segunda revolução que já se iniciou. Trata-se da convergência de 3 eixos de inovação que são a Bio-, Nano- e Tecnologia da Informação. Desde a genética até técnicas de rastreamento, tudo será acelerado de uma forma interconectada pelo avanço da inteligência artificial, transformação digital, drones, internet das coisas etc.

O fascinante é o efeito da aproximação entre o rural e o urbano, a pesquisa e o agricultor, as indústrias e o campo, os jovens e os atuais donos de fazendas, lojas e empresas de serviços nos mais de 5.000 municípios do País. O agro, que tradicionalmente era uma atividade geográfica e socialmente afastada se transformou na espinha dorsal da economia brasileira.

Tecnologias são importadas para completar os projetos de pesquisas das universidades, institutos especializados e departamentos das empresas de insumos. Fundos de investimento estão de olho em oportunidades nos diversos elos das múltiplas cadeias produtivas que transformam plantas e animais, bem como o setor público, nem sempre com a velocidade e flexibilidade desejável, adaptam-se para atender os produtores rurais através de ambiciosos investimentos na conectividade e da reestruturação administrativa. Com a tecnologia 5G tudo isso será novamente acelerado.

Ou seja, como nas outras áreas de convivência econômica e social, também no agro estão sendo quebradas barreiras de acesso. Tudo começa a ficar ligado e essa tendência aproxima todas as profissões, empresas e autoridades. Arriscando um olhar para a realidade de 2030, não parece muito ousado prever que milhares de pequenas cidades no interior se transformarão em pontes entre o campo e o mundo. E isso cria oportunidades de negócios para profissionais, lojas, escolas e serviços de saúde. O futuro acontecerá no interior deste país continental com a maior riqueza natural do planeta. Produzir, preservar e evoluir, esse será o modelo deste jovem País.

 


Por Gustavo Junqueira

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