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Pertencer ou Mudar?

Estamos vivendo tempos de grandes mudanças que nos coloca de forma intensa diante de um dilema que está intrínseco a nossa espécie: a necessidade de pertencer; seja ideias, grupos e lideranças.

Somos da espécie humana, a única com a capacidade de se auto-observar, o que nos leva a uma autoconsciência.Perceba que nesta auto-observação podemos adquirir a habilidade de identificar o que é da nossa natureza pessoal e o que não é. Os conteúdos que estamos cultivando em nós diariamente, porém foram captados de algum meio externo.

Faça o seguinte exercício: veja seus pensamentos, sentimentos e emoções como vagões de uma roda gigante que giram em torno de você. Analise o que tem dentro dos vagões. São diversos tipos de pensamentos, sentimentos e emoções... Você não é nada disso. Você é o ser que observa.

Como observadores, podemos nos dar conta da qualidade dos conteúdos que nos rodeiam. Eles nos movem diariamente a realizar nossas ações no mundo.Com a função autônoma da nossa espécie, somos conduzidos na maior parte do tempo a simplesmente repetir as mesmas ações, mesmo que muitas delas não façam mais sentido no momento presente.



Os pensamentos formam crenças e atrelado a isto está a biologia da crença, a qual nos faz pensar que ao mudarmos crenças as quais herdamos juntamente com as memórias genéticas, iremos perder o direito de pertencer. Isto é inconsciente e nos influencia em vários aspectos sem muitas vezes nos darmos conta, o que nos faz levar adiante até mesmo os medos, traumas e dores.

Para curar este dilema, a prática de meditação é muito importante, pois ao obtermos a clareza das complicações advindas das ações repetidas de modo automático, criamos a possibilidade de revisar nosso raciocínio,ressignificar as memórias em nós, reorganizar nossas relações, compreendendo que a partir desta postura mais atenta na vida, seremos capazes de harmonizar os aspectos na nossa convivência, respeitando a dor do outro e ao mesmo tempo com sensibilidade, utilizarmos do nosso intelecto para fortalecer os valores morais que cultivam a paz.

Sinto que os novos tempos nos chamam para um diálogo interno alternado com o silêncio meditativo, tornando nossas conversas de grupo motor de elevação da nossa energia e consciência individual e por conseqüência coletiva.
Em qual vagão da roda gigante de pensamentos você tem embarcado nos últimos dias?


Vamos meditar!
Namastê

 

 

 

 


Jesana Neves Eugênio

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