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PECUÁRIA DE CORTE – UMA NOVA ROUPAGEM

A pecuária de corte foi a primeira grande economia no sul brasileiro e está inserida na evolução dos sistemas agrários tradicionais:

Indígena até 1700 aproximadamente, Sesmarias (1760-1860) tropeirismo (1860–1940) e contemporâneo (1950 aos dias atuais), como componente cultural e econômico de grande importância na trajetória histórica destes campos.

No primeiro se iniciou o povoamento bovino das terras, no segundo ordenou-se a ocupação do território e a demarcação das estâncias, no tropeirismo fortaleceram-se os povoados, surgiram os municípios e estabeleceu-se uma relação de desenvolvimento acentuado, tanto que sua importância possui fortes reflexos na economia como na formação comportamental e na identidade das gerações locais, presentes na contemporaneidade.

Os pontos desafiadores para a atividade se materializam na necessidade de uma estruturação eficaz na cadeia de produção: cria, recria, engorda, abate e acesso ao mercado, no uso, na maior velocidade da transição tecnológica da atividade pecuária, ao estilo do que se vê na agricultura, numa gestão mais adequada aos processos de decisão, no manejo eficaz do rebanho, na melhoria e oferta de pastagens, no aproveitamento da alta genética existente nas principais raças aqui criadas.

Outro desafio importante é a presença da pecuária nos sistemas integrados de produção: Sistema silvipastoril, integração lavoura pecuária (ILP) e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), sistemas produtivos que equiparam renda aos benefícios ambientais e de melhor trato aos animais. Bem estar animal.

A redução acelerada dos campos nativos, agroecossistema ideal para a produção pecuária de alta qualidade, preocupa. Necessita-se de um programa que valorize mais as pastagens nativas, de apoio financeiro inicialmente, de manejo tecnológico que permita a equiparação de renda com a lavoura de grãos. Em caso contrário, os cavalos de lida tendem a cederem lugar a tratores e colheitadeiras. Embora, a lavoura tenha colaborado positivamente com a pecuária por oportunizar oferta de pastagens no período do inverno, quando associadas.

O campo nativo é a forma de diferenciação de se praticar a pecuária sustentável em um cenário único, pela formação natural da região: solo, pastagens naturais, capões de mato e boas aguadas. Isto produz uma carne diferenciada, única e com possibilidades de certificação personalizada.

O mercado também oferece animais terminados em confinamento, como forma de manter uma oferta regularizada, que atenda o consumo no cotidiano. Outro ponto a considerar é o fato do Rio Grande do Sul, estar buscando o status sanitário de Estado Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, que coloca os rebanhos bovinos em outro patamar no manejo e no controle da sanidade, o que com certeza causará um impacto no sistema produtivo e no mercado da pecuária gaúcha, passos importantes para a evolução e a profissionalização da cadeia produtiva, que foi a primeira importante economia nos primórdios, mas que necessita se readequar para encarar o futuro que se avizinha. Um novo modelo, uma nova roupagem.

 

 


Foto: Divulgação

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