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Doenças sexualmente transmissíveis

Primeiramente gostaria de agradecer a Revista Perfil. Muito obrigada pelo convite. Será um prazer fazer parte dessa equipe! 

Em nosso primeiro contato, escolhi falar sobre Sífilis, um tema um pouco esquecido na atualidade. Muitos devem estar se perguntando, mas por que este tema? Ainda existe esta doença nos dias de hoje? As pessoas ainda se contaminam com este tipo de doença? 

Infelizmente o assunto é alarmante. Pasmem, está aumentando muito o número de pessoas infectadas por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e Sífilis já é considerada uma epidemia em todo o Brasil. 

Nos anos 90, devido ao grande número de pessoas que morreram de AIDS, houve um grande temor de se adquirir HIV e por isso se difundiu o uso de preservativos nas relações sexuais e as DSTs tiveram grande declínio. Porém, com os avanços da medicina e farmacologia foram desenvolvidos medicamentos para o tratamento de pessoas infectadas por HIV. Nesse sentido, melhorou a qualidade de vida das pessoas infectadas e pouco se ouve falar de pessoas que morrem de AIDS nos dias de hoje. Mas você deve estar se perguntando “mas o que isso tem a ver com Sífilis?” O problema é que consequentemente à melhora do tratamento, as pessoas passaram a não ter mais medo de morrer de AIDS. Nesse sentido, diminuíram o uso de preservativos. E desta forma voltou a aumentar o número pessoas infectadas por diversas DSTs, dentre elas a Sífilis. 

Muitos acreditam que Sífilis é uma doença que não existe mais, ou que quem adquire são pessoas com baixo nível socioeconômico, que atinge apenas pessoas promíscuas ou que a doença só se encontra em grandes centros populacionais. Mas isto não é verdade. Segundo o Boletim Epidemiológico, a taxa de detecção da sífilis adquirida no Brasil passou de 44,1/100 mil habitantes em 2016 para 58,1 casos para cada 100 mil habitantes em 2017. E este aumento na incidência não ocorre somente em grandes centros, ocorre também nas cidades do interior. Além disso, a doença está incidindo em todas as faixas etárias.  Indo dos jovens aos idosos, os quais tem uma resistência maior ao uso de preservativos.

A Sífilis é uma doença que em seu início traz poucos sintomas. Às vezes uma pequena úlcera genital, a qual é uma lesão tipo afta e linfonodo aumentado de tamanho e doloroso na região inguinal, a famosa íngua na virilha. Estes sinais somem sem tratamento e a pessoa acha que está curada do seu problema e nem imagina que pode estar com a doença e o mais preocupante, pode estar transmitindo sífilis. Esta, quando não for tratada, pode evoluir para a fase secundária, na qual aparecerão lesões em palmas das mãos e plantas dos pés. Estas lesões são altamente contagiosas e podem ser transmitidas pelo simples contato com a mão contaminada. Porém, essas lesões também somem e dão novamente a sensação de cura. No entanto, a doença pode evoluir para sua fase terciária. Desta forma, pode causar neurossífilis, que é quando atinge o sistema nervoso e cursar com demência, uma forma mais grave e avançada da doença. Não obstante, a maior gravidade é quando se adquire sífilis na gestação. Isso em decorrência dos graves efeitos que pode causar no feto, que vão desde problemas auditivos e visuais até o óbito fetal intraútero. 

Mas há uma boa notícia! Sífilis tem tratamento e tem cura. Sendo assim, é importante saber que ela existe e que aumentou muito sua incidência para poder prevenir. Não se pode mais ignorar este grave problema de saúde no país.

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dra Maicklyn De Bona 
Ginecologista e Obstetra

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Telefone: (54) 3344-2582

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